Forma de narração que se dirige a uma personagem por meio de “você” ou “tu”, fazendo com que o leitor pareça ocupar seu lugar na história.
Segunda pessoa
Também conhecido como: narração em segunda pessoa, ponto de vista em segunda pessoa, narrador em segunda pessoa, second-person narration
✦ DEFINIÇÃO E SIGNIFICADO
Na narrativa em segunda pessoa, os acontecimentos são apresentados como se estivessem sendo vividos por quem recebe a narração. Em vez de dizer “eu entrei na sala” ou “ela entrou na sala”, o texto pode dizer: “você entra na sala”.
Esse ponto de vista cria uma sensação de proximidade e participação. O leitor pode sentir que está tomando decisões, explorando o cenário ou vivendo as experiências da personagem, mesmo quando não possui controle real sobre os acontecimentos.
A segunda pessoa é menos comum em romances tradicionais, mas aparece com frequência em livros interativos, histórias do tipo “escolha sua aventura”, jogos narrativos, manuais e obras experimentais. Ela também pode ser usada apenas em determinados capítulos ou trechos.
Embora pareça falar diretamente com o leitor, o “você” nem sempre representa quem está lendo. Pode se referir a uma personagem específica, a alguém para quem o narrador conta a história ou até à própria personagem falando consigo mesma.
Segunda pessoa e quebra da quarta parede não são a mesma coisa. Na segunda pessoa, a narrativa é construída com “você” ou “tu”. Na quebra da quarta parede, uma personagem ou narrador reconhece diretamente a existência do público. Uma obra pode usar segunda pessoa sem quebrar a quarta parede.
Segunda pessoa e narrador-personagem também são diferentes. O narrador-personagem costuma contar os acontecimentos usando “eu”. Na segunda pessoa, a história se dirige a alguém usando “você” ou “tu”.
Segunda pessoa e livro interativo também não são sinônimos. Um livro interativo pode utilizar a segunda pessoa para apresentar escolhas, mas também pode ser narrado de outras maneiras. Da mesma forma, uma narrativa em segunda pessoa não precisa oferecer escolhas ao leitor.
Uma forma simples de reconhecer esse ponto de vista é observar se a narrativa apresenta as ações como algo que “você” faz, percebe ou sente.
Veja alguns exemplos: